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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O tempo e o Sentir

Paro e observo o tempo e suas diretrizes. Vejo como a vida se faz surpreendente em cada nova página. e junto com a vida, os nossos sentimentos diversos. são tantos, que algumas pessoas como eu, acabam se confundindo. são tantos os sentimentos e são tantas vidas que colidem com as nossas que chegamos a acreditar que certas coisas vieram para ficar, mas que na verdade vieram só de passagem. transitivo. tudo é transitivo, até o amor eterno de dois amantes se transforma em companherismo, mas nem por isso, deixa de ser amor. talvez, seja essa a perfeição da vida.

sou nostálgico, gosto de recriar o que eu já criei. as vezes, uma lata de cerveja e um maço de cigarro fazem meu dia ser feliz. outras vezes, o sorriso sincero de amigos e um abraço caloroso de quem eu amo. as formas de felicidade não importa e sim sua essência. isso eu chamo de expandir o limite, seja o de sentir ou o de pensar. são todas as formas de sentir. sentimentos.

meu aconchego é dentro.enquanto o mundo corre para shows, trabalho, bar e tudo, eu fico vagando nas penumbras dos meus pensamentos. e neles, eu revejo, analizo e sonho. um sonhador é o que sou. e não poderia ser diferente. mas o tempo, esse que é o senhor de tudo, me mostra que nem sempre tudo é trevas. e isso me faz continuar.

domingo, 27 de novembro de 2011

101 rosas

Tudo a minha volta se desfaz com a água da chuva do mês passado. E eu choro. Entre mil rosas roubadas que dei para você, que agora é sem rosto, restam 101 e eu não sei o que fazer com elas, além do habitual bem me quer, mal me quer. Entre um cigarro e outro, faço um suco de laranja, coloco gelo e rum. R.E.M. e Maria Bethânia fazendo os prantos mudos gritarem dentro do meu peito amargo coisas de amor, do nosso velho amor. Os dias estão sendo assim: discos, cigarros e melancolia. Dentro de mim cabe uma vida toda, mas eu não vejo motivo para permitir. Me reinvente como um sonho, aquele sonho que tínhamos. Dentro de si resta algo que seja meu? Suporto todo tido de dor, menos a dor de ser esquecido, ainda mais por você, que vivi tão intensamente vivo dentro de mim. Todas as formas de amor são lindas e são pesadas, os fortes ignoram, os fracos como eu, as idolatram.

Não me chame pelo interfone quando sua carência sexual lhe acender e não me faça promessas da qual no dia seguinte você não vai cumprir. Você não vê que estou doente? Que sofro de uma dor cronica que se chama ausência? Eu não quero te jogar todas as merdas que sinto em cima de você, é só que está sendo muito insuportável pensar num mundo aonde eu não tenha seus abraços para me esconder. Meu jardim está morto e suas rosas estão secas, salvo aquelas 101 que eu roubei de outros jardins para te presentear. Escrevi cartas de amor para você e as queimei no segundo seguinte. E eu continuo a chorar ouvindo qualquer tango com um choro de violino; só choro, pois não sei mais dançar no escuro.

Tudo bem que você ri desse meu lamento alá ultra-romantico, eu não me importo, sou motivo de piada para os outros e para mim mesmo. Fique ai na sua, com sua vida, seus amigos, seus outros e novos amores, faculdade e suas tentativas frustradas de parar de fumar. Faça da sua vida a mais bela porra que você conseguir, hoje minha vontade é mandar você se foder. E quem sabe mais tarde, quando o disco do Arctic Monkeys acabar eu não ligue de madruga na sua casa e quando você atender com sua inconfundível voz de sono eu não diga: 'Seu otário, vai se foder' e desligue o telefone com o coração em batimentos muito acelerados. Mas na verdade, eu não tenho mais coragem de te ligar, nem se for para te xingar. Tudo que eu queria realmente é que você desaparecesse da minha vida e levasse o restantes das mil rosas que eu roubei para você.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Carta

Olá,

        É estranho, depois de tanto tempo eu vim a escrever para você. Você nessa sua áurea toda de felicidade deve não compreender o motivo dessa minha súbita aparição por meio desta carta. Mas você sabe, eu sou estranho e faço coisas esquisitas. Tudo bem se você não me responder, e nem ao mesmo ler, esta na carta na verdade não tem remetente. Louco, não? eu sei. É que na verdade, eu preciso lhe dizer certas coisas, seja você 'ele' ou quem for, não importa. Fato é que estou um pouco perdido, um pouco só, e estou sem sentido, o que na verdade nunca tive. Então resolvi lhe escrever essas humildes palavras para dizer que não te amo mais. Que estou feliz por você. Não sinto mais o maldito recalque da troca e nem o desejo que seus planos e sonhos de amor eterno furem, isso eu consegui com muito trabalho, deixar para atrás. Caso queria saber, apesar das minhas inúmeras frustrações, indignações e desalentos continuo a acreditar em um mundo aonde as pessoas não sejam tão mesquinhas e idiotas. Alguns chamam de útopia, eu chamo de esperança, como você bem sabe. Queria também lhe falar que continuo com meus planos egoístas, de se tornar um escritor com certo renome e que nesse meio tempo, foram 4 meses, certo?, eu adquiri uma vontade enorme de dirigir filmes e fazer canções. Acho que você riu, sabendo do meu grande potencial vocal e da minha habilidade de coordenação motora para fazer algo ao mesmo tempo, como cantar e tocar violão; pois é, são vontades e ambições. Apesar dos empecilhos, acredito que eu possa pelo menos ser um escritor, nem que seja de blog. Mas até Frank Sinatra conseguiu ser um ícone da música depois de supostamente ter feito um filme pornô por cem dólares, porque não eu ser um escritor de renome? Agora você deve está pensando que sou abusado de me comparação com o querido Frank, mas deixa, nesse meu mundo particular de sonhos impossiveis eu sou o rei, ou não. Deixando de lado meus desejos, queria não mais pensar em você, mesmo não te amando. É inevitável, sabe? eu fiquei por minha escolha condicionado a pensar e a saber de você por longos 4 meses e não da para chegar do dia para a noite e dizer: 'não vou mais pensar nele e nem bisbilhotar a vida dele através das redes socias', simplesmente é impossível. Eu não quero te aborrecer com isso, provavelmente você irá sentir pena de mim e se lamentar também por mim. Credo, não quero ser digno da sua compaixão ou pena. Não a de galinha, só para constar. Basicamente é uma carta de despedida, com palavras de despedida. Certo, eu já havia falado antes por e-mail, telefonemas, tweets e tantos outros meios que eu nunca mais ia me manifestar para você e tudo aquilo, mas só que antes eu te amava e tinha uma necessidade de me fazer presente, só que agora não, é pra valer, menino. Eu continuo sendo o mesmo, com algumas coisas novas, mas sempre com os velhos sentimentos, com os velhos discos de Blues, com os grandes mestres como Bukowisk e Caio F.A, com a mesma fala embargada e tímida, com o mesmo jeito desleixado de andar e de se vestir, com os mesmos sonhos e sem o nosso sentimento. Esse ficou na gaveta das lembranças, onde eu consulto de vez enquanto para me lembrar de quando o seu sorriso era meu e quando o seu peito era meu esconderijo de mim mesmo. A vida segue com ou sem reticências (...)

com carinho, Adeus

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mecânicos

Falta na mesa arroz e feijão,mas também falta amor e compreensão. A engrenagem se move, e somos peças fundamentais para o movimento consumista. Alguns tentam fugir dessa pantomima louca e sedutora, outros, na sua grande maioria, se deixam levar. Falta o espaço na mente para se pensar. Educar é preciso, mas não só o acadêmico, falta em suma, o gosto para o aprendizado, esse o mais importante: o humano. Faz-se de conta que é preciso aprender para ganhar, consumir. Enganan-se os que acreditam. A ordem geral é educar para competir, buscar a lacuna na sociedade para ganhar espaço no status, não para humanizar. E o humanizar não está presente no sentimento, é deixado de lado e é substituido pelo movimento 'esteja na moda' , 'use e abuse', 'destrua o verde, mas tenha', etc. A grande roda que nos cerca, o capitalismo selvagem, é um sistema eficaz em sua essência: lucro. Não importa o quê, mas passa por cima e faz-se onipresente no dia-a-dia de todos. Nos faz ignorar gente como a gente passando fome, carente de saúde, carente de educação humanizada, carente de verde, etc. O mundo tão competitivo e tão ameaçador, nos amança com facilidades que segundo o sistema, nos aproxima uns dos outros, mas que na grande verdade, nos afasta mais e mais. Abrace o sistema sem o perceber, ignore a criança ao seu lado, abandonada na rua, não se importe com a mata sendo desprezada, não se preocupe com seu filho na escola, corra, busque, assista, sinta-se bem, viva uma pseudofelicidade, o mundo, as pessoas, são meros mecanismos para se obter. Será?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sintonia do ser

Meus dedos deslizam rumo ao abismo das palavras. Meu coração carrega uma tristeza profunda, sem conclusões elaboradas. Tudo é o nada, é o nada é um infinito do tempo. O tempo, esse, que é senhor das glórias e decepções se faz onipresente em minha vida. Busco uma busca cega, da qual sou obrigado a ser escravo sem me fazer presente, de corpo e alma. Só busco. Transformo-me em migalhas para que assim me encaixe as peças que não me fazem sentido, mesmo me fazendo ser um ser. Sou abstrato e intransigente perante a minha imagem degradante, sou e nada mais. Sou tantos que me apavora o estado de definição, o estado de auto-afirmamento. Escalo as paredes de minha alma para que em cada parte possa encontrar algo que me falte em meu consciente. Sou quimera de mim mesmo, sou vento que destrói a paz interior e sou água que lava a dor que aflige meu coração. Sou quase tudo, e ao mesmo tempo sou quase nada, resta um intervalo que chamo de ausência. Dilacerado é o sinônimo de minha existência, de meu ser. Porém, sou um ser contínuo, que dentre todas as lacunas que faltam em meu interior continuo a ser, somente. Nem nome, nem expressão, nem sentimento sou, sou eu apenas tentando encontrar, algo que me falte nas penumbras da solidão.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tango parte 2

Dançando com as palavras. O violino chora e a rosa sangra. Sim ela sangra. Enquanto da platéia você me olha, eu danço. Porque dançar faz com que o silêncio se torne menos pesado, faz com que eu me enraiveça enquanto você canta. Danço e pareço louco, grito, mas minha voz não sai, fica pressa, meio contra gosto, no meio da gargante e então eu danço tango com as sombras dos objetos do meu quanto e canto em silêncio a nossa canção.

domingo, 21 de agosto de 2011

Um pensamento sem título ou as formas deduzidas de amor

As vezes penso que o amor pode acontecer com um olhar, com algum gesto inofencivo ou com um andar desingonçado.Outras vezes, tenho a impressão, melhor dizendo, a convicção, que o amor só se faz mesmo com a convivência, com o passar do tempo, onde os amantes, começam a conhecer os defeitos, as manias e o jeito de ser um do outro.
Fato é que quando penso no sentimento amor, uma desorganização se instala no meio do meio do meu caos interior. Quando a noite penso, no que poderia ter acontecido com o olhar que não cruzou o meu, com o gesto que não percebi, com o andar desingonçado que não ri, fico aos prantos mudo, num Bing Bang ao inverso e isso me mata madrugada adiante. Pior: as conclusões que chego, quando por pura falta de pensamentos sobre outros temas, me ponho a pensar em relações passadas, no que poderia ter acontecido, se não fosse por iniciativa própria minha ter acabado. Me questiono qual defeitos poderia me irritar, qual mania acaharia irreversivelmente engraçada e cada vez mais eu poderia, ou não, me apaixonar pelo jeito de ser do que um dia foi o amor que eu senti.
Amor. Eis o elixir e ao mesmo tempo agouro do homem. Racionalizar o amor é o mesmo que um plutocrata ser influente por sua humildade. O amor não se racionaliza, se sente. Deixa fluir, ora pelos olhares, gestos e andares engraçados, ora, pelo tempo, pelo conhecer um do outro...tudo flui, o amor é como o ar: flui entre as pessoas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A perda óbvia

Eu perdi um espaço dentro de mim. O espaço que você preenchia nas tardes de frio, mas ensolaradas. Eu perdi a importância de ser atendido por um simples sorriso, de ser resgatado por uma piada banal sobre algo totalmente trivial. Eu perdi a capacidade de sorrir naturalmente, sem máscara, sem fantasia, sem estratégia de fingir estar bem. Eu perdi os planos que não fizemos, os filmes que não vimos, os livros que não emprestamos um ao outro, as músicas que iam nos emocionar, as viagens que íamos fazer. Eu perdi.

Eu derramei lágrimas por perder. Sorri um sorriso demente, daqueles sem demonstrar tristeza. Eu perdi uma parte de mim, quando em você, eu não mais me vi. A desorganização interior que em mim sempre esteve presente, se fez mais eficiente. Ganhei caos, dor, tragédia, amargura, banalidade. Demência.

Manhãs, tardes e noites. Som e fúria. Amor e o maior abandonado. Insensatez. Perdido. A grande mentira: tudo vai passar. Não passa. Sempre resta algo, uma lembrança, um cheiro, uma música, um momento, um lugar; aquele lugar! E esse algo que resta é o que foi perdido, é o que vai ficar no subconsciente. Eu me perdi, quando a ti, não mais vi.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cálice

bebo te em cálice, o mesmo cálice que bebo meu veneno diariamente. Ouço sua voz me chamar, não quero, mas não resisto.no seu rosto juvenil ponho me a sonhar com um amor que nunca virá, mas o desejo move meu corpo ao seu e nesse encontro, eu morro. Minhas poesias não se fundem a realidade e meu vício que é ter você, me machuca. alegro-me sempre com seu sorriso, mas morro sem sinal do seu paraíso...basta-me, não posso me perder em você, pelo menos não hoje, pois o hoje decidi viver sem meu cálice, sem meu agouro, sem meu luto...mas é por você que eu luto!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sejamos

eu insisto em deixar você ser. se você não for tú mesmo, como vamos caber um no outro? como serei eu por inteiro então? sendo você por inteiro, eu também serei, e assim sendo, poderemos desfrutar das invariádas formas que temos e nunca cairemos na roda da monotonia. Mas não pense que se por algum motivo vão, deixarei de ser tudo o que sou, está enganado meu bem, sou do tipo pacote completo: luz e escuridão. não poderei deixar escapar nada que seja meu. peço que não se assuste com meus tormentos loucos e minhas necessidades de carência, sou feito assim: ao extremo. sou também como um gato, não me prenda, apenas conquiste minha confiança e lealdade, e a ti não faltará nada. quero de você tudo o que possa me oferecer, nada mais e nada menos. quero suas manhas infantis, sua bronca madura, sua mão amiga e seu corpo sedutor. quero tudo o que você puder me dar, e em troca, a reciprocidade será nossa companheira fiel. não vou concordar com tudo em você, como você também não irá concordar em suma comigo, mas o amor é desses: manter-se ao lado mesmo nas contradições. Portanto, peço com delicadeza: seja o o que és e assim não se assustará com o que sou.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

satisfação de viver com insatisfação

Sofro de uma insatisfação crônica, e não sei bem explicar isso, só sei que ela está ali. Nada contra ela, aliás, muito tenho que agradecer, pois, dela que nasce minha vontade de sempre procurar o que não é óbvio. Das noites eu provo o gosto amargo da solidão; dos dias busco o cheiro morno da estagnação; das tardes encontro o beijo da insatisfação. Uso do poema, dos contos, do pensamento e da escrita para me auto-favorecer, para que eu possa me caber nesse mundo cheio de hostilidade e hipocrisia. Não sou beato e nem pretendo ser, acho o cúmulo da bestialidade humana querer ser o modelo a ser seguido, o modelo correto para fins altruístas. Sou a antítese do que esperam de mim, porque na verdade eu não espero nada de quase ninguém - digo quase, porque há ainda nesse mundo quem vale a pena seguir e acreditar - espero o substancial de mim mesmo. Eu minto e não tenho a vergonha de dizer, como também não tenho vergonha de admitir que já defendi opiniões que com o tempo, se mostraram errada; não há coisa mais saborosa do que se descobrir que você estava errado. Gosto do que do que é real, palpável. "Ser realista é bem melhor do que fantasiar asneira do que a vida poderia ser". Concordo. Fantasiar é fácil, dar a cara a tapa para a realidade é tarefa de Titã para quem tem a ousadia de querer viver do que se é de fato. Viver de verdade. Mas o que é viver de verdade para outrem e para si próprio? Dai vem a insatisfação, cada qual deve lidar com sua própria e saber o que ela grita dentro de si. Não é fácil, não tem comodismo, exige uma força, uma natureza selvagem de se enfrentar tudo o que é dito correto e normal. Enfrentar os costumes causa fadiga, mas toda fadiga - como dor - tem uma pontinha de prazer. A insatisfação é o primeiro passo para o progresso interior. Tudo que o que tem que ser encontrado, deve ser procurado dentro de cada um.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Um pensamento sobre loucura ou 'ser louco'

          Pensam que sou louco. Louco por me posicionar no que acredito e no que sou. De fato, minhas ideias são um tanto inadequadas para os costumes que as pessoas estão acostumadas a terem. A loucura nada mais é que o estado de introspecção que o ser humano pode chegar. Sim, acredito nisso. Cada um tem dentro de si uma loucura, um desvio do que, o que nos rodeia é certo e errado, mas cada um também tem a escolha de sair da sua bolha de conforto e colocar para fora sua loucura. A loucura não é o oposto da razão e sim possuidora de uma lógica própria. Quem tem a virtualidade da loucura poderá sem receio chegar a ser Ser humano de fato. O normal, padronizado é demasiado chato, sem sal e cafona...é um monocromático, assim tecendo uma vida monocromática. E qual é a graça de ter uma vida monocromática? nenhuma, porque o interessante na vida é saber lidar com todas as cores, todos os sabores e todos os sentimentos...e a loucura, sendo um estado de introspecção, permite o conhecer de si, permite o encontro com a razão e essa permite que novas fronteiras sejam descobertas e desfrutadas.
         Procuro ser amigo da minha insanidade, da minha necessidade de querer sentir demais. Mal em sentir não há. Quero o que o meu eu gritar, seja algo abstrato ou palpável, intrigante ou normal, sentimental ou carnal, seja o que for, desde que seja o que eu quero. Agir assim, resulta em julgamentos e olhares, é lei de pagar o preço que for por você ser quem você é. Um preço não tão justo, mas revigorante. Esse é o preço por você ser um louco, por escolher seu próprio padrão de vida/conduta. Ser louco é bom, é ser você, é usufruir do que quem te interessa possa oferecer. Entre a loucura e a razão eu fico com os dois, nesse caso, o 8 ou 80 fica de lado!

domingo, 8 de maio de 2011

Muito Obrigado Veronica que indicou meu blog. de coração!

respondendo as perguntas:

Nome: Lucas Menon
Uma Música: Você
10 coisas sobre mim:
1-Esquerdista.
2-Aspirante de escritor.
3-Leitor de Harry Potter.
4-Brigo por hobby.
5-Adoro Ler.
6-Fã de Pitty.
7-Sentimental.
8-Bêbada.
9-Ciumento compulsivo de todos.
10-Fã de Charles Bukowski
Humor: bipolar
Uma cor: preto
Como prefere viajar: de ônibus
Um Seriado: Glee
Frase ou palavra mais dita por você: "Faça Você mesmo"
O que achou do Selo: Bem legal!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Requiem de uma ausência

Então o que restou foi a ausência. A ausência do que poderíamos ter sido se tivéssemos nos permitido ser quem somos realmente. Nossas caricaturas frias mataram um amor que criamos para suprir uma necessidade de não sentir solidão. O que poderíamos fazer sobre nós mesmos a não ser quem não éramos na presença um do outro? Não existe uma culpa ou algo a atribuir, existe o fato que nossos caminhos chegaram em um momento de pegar cada qual sua própria estrada e seguir adiante. O único remorso é a ausência e a ausência é turbulenta e irritante. O que seriamos já não cabe, o que teríamos feito já não importa e o que viveríamos fica no subconsciente para relembrar mais tarde, em algum momento da nossas vidas, quando, por acaso um de nós, pegarmos uma antiga foto ou ouvir uma velha canção e lembrarmos de nossos velhos momentos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tango

"Você dorme na minha cama no cômodo ao lado e talvez você já tenha esquecido o meu nome mas eu sei e meus pés que dançam sabem e a música sabe que eu quero te amar. E eu danço tango porque a rua Augusta só faz silêncio a essa hora e eu não consigo dormir com tanto silêncio. Eu danço para mostrar para a rua que pode haver tango e que pode haver você – com ou sem amor."



Fragmento retirado da peça Musicas para cortar os pulsos

segunda-feira, 4 de abril de 2011

requiém para uma vida

Rascunhos de uma vida. Seria o título perfeito para descrever o que vivo e o que provavelmente viverei até o dia do ato final dessa comédia desumana que é minha vida. Essa trágica comédia, me faz pensar nos sentidos das coisas, nos por ques, nas mazelas que são as pessoas de pouco coração, nas incertezas causadas pelas insatisfações, nos prazeres banais, na carne das putas dos becos imundos, no ato duvidoso daqueles que se autoproclamam senhores governantes de nações, nas misérias sofridas por decendentes escravos sem credo e sem cor...Me faz pensar e não chegar a conclusão alguma! Entre protestos e lamentações minha alma se dilacera, se faz em pedaços, se torna muitas e essas muitas tomam formas. Formas sombrias, formas de luz, formas carentes, formas egoístas....formas humanas! Essa é a condição, a condição de quem, como eu, vive intensamente, que não aceita sentir pela metade, se preocupar pela metade, falar pela metade. Aborrece-me ser pela metade, quando sou, não sou eu de verdade, apenas mais uma das formas de minha alma...essa é a condição de ter várias almas em uma. É o resultado do que sou, o resultado da vida que não escolhi, mas que é em mim, que é o reflexo, ora embaçado, ora nítido, do que somente sei ser: humano. Ser um ser humano é demasiado ser imperfeito. Aplaudo o palco da vida, gargalho junto com a plateia, choro nos atos dramáticos, finjo tão bem quanto os atores, amo tão impuramente quanto me amam...sou tudo que não desejo, mas na mesma proporção do que quero! Sou marionete nas mãos do Destino. Basta. Blasfémia, Destino não existe, já havia dito: "o destino é a ilusão para culpar" Qual é a culpa? Qual é o erro? Qual é o drama da vez? Qual é o seu tempo e qual é o meu tempo? O tempo, o único responsável pela paz, o único que podemos dizer: Amém! Rascunhos de uma vida, é um bom título para uma epitáfio qualquer.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Predadores de nós mesmos

Cultura inútil, pensamentos fragmentados, quando não, vazios. Sorrisos embelezados pela piada homofóbica, coração tranquilo pelo Campeonato Brasileiro. Ah é, Campeonato Brasileiro que tira a paz, a vida, em troca de audiência e projecção de lazer. Mas me diga, o que é o prazer? é aquele de gozar em recipientes de corpos vazios? Acho que sim! Não vamos nos preocupar, os mocinhos da novela das 9hs vão ficar bem e construir a família ideal! Mas perdemos o ideal, não foi? O que importa de verdade é a roupa da vez, os inúmeros "IPhone"com suas tecnologias Hi Techs, que combinam com o nosso mundo robotizado. A criança da vizinha- aquela de 11 anos- não está com algum livro na mão( sonhei que ela lia O Pequeno Príncipe), mas sim com roupas minúsculas, catando um Pancadão. Mas é normal, tem aquelas crianças em piores situações, aquelas que passamos na rua deitadas, caídas e drogadas, fazendo parte da paisagem natural do nosso cotidiano
         Não vamos nos preocupar, vamos celebrar; celebrar a eleição, o preço do quilo do pão; celebrar a morte da poesia, a falta de carinho sincero de todos os dias; celebrar o pacto do poder, o custe o que custar para obter: Lucro. Vamos celebrar o caos do dia, o transito e no final a falta de alegria
         Homens, o estepaculo da vida, eis o que vivemos, eis o que nos tornamos: Predadores de nós mesmos.
 

sábado, 12 de março de 2011

Ser auto-suficiente é a única forma de se prevenir das decepções.

Ainda pode restar algum sentimento. Mas é necessário buscar algum refugio dentro de mim mesmo. O nosso tempo se esgotou, os erros foram profundos e causaram dor. Resta seguir em frente, sem olhar para trás. Vou me encontrar no que me cabe, vou salientar minhas escolhas e fazer reajustes no que pode impedir minhas satisfações. Buscar meus sonhos é o que eu quero para meu presente, não vou mais pensar no que será, serei imediato. Minhas escolhas vão me definir nesse mundo. As lágrimas vão secar e vou sorrir para um dia de sol, como costumava fazer. Não vou em perdi em você, no que fomos e no que poderíamos ter sido. Resta agora eu e somente eu. Ser auto-suficiente é a minha maneira de prevenir decepções. A saudades é fome e fome pode ser enganada com migalhas de carinhos banais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Eu vou acreditar

Vou acreditar em meus ideias. Vou acreditar nas minhas acções, vou acreditar que apesar da onda esmagadora do sistema, é possível, viver em prol do prazer individual. Vou acreditar nos sonhos de todos, nas músicas de liberdade, dos discursos dos Reis das ruas, que pedem um minuto de atenção para conseguir pão. Vou acreditar nos choros do idosos, que acreditam no bem da nação. Vou acreditar em Martin Luther King, vou acreditar em Lenin e Marx, vou acreditar em filantropo. Eu vou seguir acreditando em mudanças, eu vou lutar por acreditar...posso morrer por acreditar, mas eu VOU acreditar!

terça-feira, 1 de março de 2011

último cigarro e uma canção

O silêncio recai na noite. O único som: as batidas do coração ferido. O vento chora em silêncio e a noite se faz onipresente no meu mundo e não tem nada que eu possa fazer para deixar o dia entrar. O coração chora por não ter tido a coragem de fazer o que é certo e compreende que o frio e a solidão serão mais pesados e tristes a partir desse momento. No rosto o gosto das lágrimas, um último cigarro e uma canção....chegou a hora de seguir. A dor não será eterna, mas deixara cicatrizes!Sempre deixa.