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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cabelo Negro

Faço versos em mesa de bar
Faço olhando seus olhos densos
Danço na rua Augusta- e choro
Danço porque assim você me olha

Rio do seu cabelo negro bagunçado
e do seu sorriso de menino acanhado
e fico tímido- porque você me viu chorar
mas oras, qual homem não chora?

Então a gente se despede e tudo fica bem
As vezes a amizade dura, as vezes eu nem sei
Mas tudo que sei é que eu nada almejei

Toca na augusta em algum bordel, um tango
Acendo mais um cigarro e esquento a cerveja
Comemoramos a falta que temos- a gente dança
Gente feita para se acabar, tu e eu, menino

E eu me perco nos becos e ruas
mas continuo a rir do seu cabelo
Não por maldade e sim por admiração
Teus cabelos tão negros fazem os meus tão seus.

domingo, 6 de novembro de 2011

Um Noite Em Que O Mundo Poderia Acabar


70 ou 700 bilhões de pessoas no mundo?
Muito do que se pensar em fazer com tanta merda
Seja o que for, escrevo poemas vagabundos
Porque escrever é o que me salva da loucura

Essa noite só penso no cigarro que não tenho
Mas não tem problema, continuo a escrever
Amanhã pela manhã  compro meu fumo
E quem sabe não encho a cara e depois durmo

Somos todos filhos da puta fodidos
Uns menos fodidos que outros, mas no final filhos da puta
Mijo, cago, fumo e bebo, me falta uma transa
Sempre falta algo, seja uma transa ou um trocado

O mundo com as pessoas é tedioso demais
Não posso reclamar, sou um idiota
Engano a mim mesmo e sempre penso em foder
Foder
Foder

Escondo uma parte de mim que está a salvo
Não gosto de sorrir forçado, tudo é sem sentido
Quando é feito de mentira e fantasia
É uma merda, mas é o que real

Essa noite vou ficar sem cigarro e bêbida
Sem trepar e sem sorrir, normal
Uso o que a mim tenho de melhor
Que é escrever para assim não enlouquecer

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Poema Mofado

Fuga de mim mesmo, não posso
Choro seco e grosso, o que tenho
Saudades que estanca a dor, não quero
Solidão que me domina, minha sina

Sangue parado nos olhos secos
Peito grita , o silêncio ecoa
Voz que cala, a triste aventura
Do que foi um dia o belo sonho

Uma dor; uma leveza; uma única sensação:
A que o tempo não perdoa os passos errados
Sonhos são migalha do que foram construídos
Pilastra feita de papel desmancha agora pelo chão

O soluço em meio ao gritar da madrugada
uma taça de vinho e mais fumaça de cigarro
Meia luz, sombra de sentimentos quimericos
O medo ao invés do alivio; do choro ao pigarro

O bolero acompanha o nascer do sol
A dança das rosas são canções de amor
O homem que fui, de braços abertos
Chora em seu travesseiro velho e mofado

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Humanidade desumana

Qual é mesmo o próposito?
e a ideia antiquada do mundo?
Qual é mesmo o meu oposto?
seria assim, medo e opressão?

Você me viu chorando
disse que é ilusório
lutar enquanto as falsas bandeiras brancas
ganham espaços nos corações sombrios

Eu não pude acreditar
na história que ouvia na televisão
que não há progresso sem caos
que não há amor sem destruição.

Eu chorei pelos mortos
Eu desacreditei nos heróis
Eu olhei nas trevas
Eu abri mão da útopia


Cale-se imundo mundo
Cale-se humanidade desumana
Cale-se paz com guerra
Cale-se moralismo falso


Não há poesia
Não há alegria
Há camuflagem
Há descoragem


Gritos mudos, vozes sem vigor
Almas desmenbradas pela valentia
Corações e esperança pelo horror
Proteja a nação por uma falsa empatia

Eu chorei pelos mortos
Eu chorei pelas crianças
Eu chorei pela miséria
Eu chorei enfim por mim.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Libidinoso

Arranco sua roupa de festa
Beijo nervoso sua boca
Acaricio trêmulo seu peito
Deslizo louco pela sua anca

Agarro-te por trás
Puxo seu cabelo firmamente
Debruçada, amo-te por inteira
Deitada, domino-a de corpo e mente

Minhas mãos firmes, encho a com seu seio
Meu corpo em espasmos, pedindo seu afago
Os corpos suados, pedindo mais espaço
O desejo cravado, pelos olhos anunciado

Transa, membros e desejos
O físico misturado com o psiquico
Orgasmo, a consequência do prazer
O gemido, a intensidade do querer

Os pelos pubianos se encontrando
Faz do arrepio um momento fatal
O grito mudo do ecstasy final
Faz dos amantes: unção sexual

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vontade de você

quem sabe a gente ainda pode se encontrar
numa esquina ou numa mesa de bar
não há motivo para temer
esse sentimento mal não pode ter.

um dia desses eu te chamo para sair
ver um filme, tomar um café ou apenas rir
não há motivo para dizer não
essas coisas surgem pela vontade do coração.

eu ainda quero poder te beijar
para provar o mel que em seus lábios há
uma sensação, um arrepio pode acontecer
se você deixar o sentimento falar.

ainda quero ver você sorrir
um sorriso bobo para eu poder viver
mas com tudo isso eu só quero dizer:
que o amor por você é bonito de sentir.

domingo, 22 de maio de 2011

Eros

Fogo que me consome
Arde em desejo
É puro, é intenso
Me envolve em teu peito!

Toque ao seu corpo
Momento prazeroso
Língua, boca e arrepio
Seu arome em mim: delírio

Entorpece-me de querer
Envolvo-me em seu ser
Com Eros vamos ter
O prazer de ter prazer

Pele: suave veneno
Lábios: um beijo molhado
Sexo: algo esperado
Amor: sútil e sereno

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mil Beijos

Estou feliz meu bem
Não sei se é um sinal
Mas com você não há mal
Em sorrir com um porém

Cada vez que você me olha
Um mundo de sensação grita
Cada vez que você me toca
Fico certo da minha escolha

Eu procuro em você aprender
O que o meu ego não faz crer
Eu procuro conhecer você
Para em mim você caber

É preciso você para sonhar
Um mundo em querer amar
É preciso você para acreditar
Com mil beijos posso descansar

domingo, 15 de maio de 2011

Jogo de Adeus

Ele diz: eu te amo
Ela chora: eu não posso
Ele morre em vida
Ela vive em sorte.

O coração chora
a vida se renova
 a Alma aclama
o amor sem calma.

Ele implora: não vá embora
Ela desarma: eu vivo o agora
Ele se desvaira: viva na vaidade
Ela se afasta: você não sabe a verdade

O amor de outrora
se foi sem piedade
A paz se calou na hora
do abandono de vontade.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Percepção

Na poesia eu brinco
com as palvras eu rimo
com o sentimento eu vivo

Nas metáforas eu danço
com os versos eu sonho
com o sonho eu flutuo

Nas canções eu rio
com o coração eu caminho
com os os pássaros eu assobio

Na boca eu acaricio
com as mãos eu rasbisco
com os dedos eu sinto

Na estrada da vida eu busco
com o paladar eu degusto
as formas de vidas.

Na tempestade eu luto
com o vento eu possuo
todas as minhas formas de idas e vindas

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meus Pecados

Sinto um profundo vazio no meu peito
alguma coisa está mudando dentro de mim.
Vejo o mundo com olhos de uma criança
o dia cinza mostra a luz que sempre busquei.

Sinto um frio que percorre minha espinha
que parte em direção a minha alma.
Não sei aonde buscar a esperança
de outras poses, uma vivalma.


Estou desesperado e sufocado com minhas próprias promessas
eu perdi muito tempo procurando um recomeço.
Agora só resta medo e desprezo por tudo que me causou dor
meus sonhos já não sofrem com a falta de amor

Ainda posso ouvir os gritos das vitimas de meus atos
eu sei que eu posso ser perdoado, mas eu não me perdoo
Tudo o  que eu fiz estou pagando com gramas de piedade e sufoco
além de morrer todos os dias e tentar sem acertos buscar meu voo

Minha carne apodrece a cada amanhecer;
Meu coração endurece a cada anoitecer;
Nada acontece de forma natural;
Tudo se forma de caso proposital
No limite de minha natureza, tudo se torna o caos.

sábado, 7 de maio de 2011

Pode Ser

É tão comum e é tão sem graça
os rostos pálidos com pinturas vencidas
pelo tempo que corroí a beleza que passa
pelas mãos da partida só de ida.

Mas veja só você: há ainda pureza
nos olhos de quem sempre vê
a coragem da certeza
de ser ao certo o que é correto.

Mas ainda não vá embora
Temos tanto que aprender
Com os passos de sangue
do passado que ninguém quer crer.

Tudo é questão de concepção
um esforço, apenas uma boa ação
Sem querer perdemos a virtude
e ganhamos rostos rudes.

sábado, 30 de abril de 2011

Passion deliberative

Hey girl you see me here in the corner
Do not feel sorry for me?
Why was it necessary that kiss?
If you feel bumps on my arms, and now leave me!

Hey girl, you hurt me with that expression.
So unexpected was our romance
And now I'm here in the corner without you.
I am alone in the freezing night without stars.

I looked inside me, the answer
Your happiness.
I tried to give you the world and ended up losing.

Hey girl, I was so sad
When I saw that guy.
The world opened up to my feet
And without the will to live I played.

Hey girl, have not forgotten your look
Passionate.
The black hole swallowed me, but not
So I forgot the intensity
of our kisses.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"e mesmo assim dormimos

Sonhamos com o amanhã e o amanhã não vem
Sonhamos com a glória que não desejamos
Sonhamos com um novo dia, quando este já chegou
E fugimos da batalha, uma que deve ser enfrentada

Mesmo assim dormimos

Ouvimos a chamada, mas não escutamos
Esperamos pelo futuro, quando não passa de planos.
Sonhamos com a sabedoria da qual fugimos diariamente
Oramos por um salvador quando a salvação esta nas nossas mãos

mesmo assim dormimos,
mesmo assim sonhamos,
mesmo assim tememos,
mesmo assim oramos,
mesmo assim dormimos.

filme: A Sociedade dos Poetas Mortas

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pantomima

Estive servo do Império por muito tempo
Afogado nas margens da mentira e opressão
Agora eu posso ver as verdades inventadas e manipuladas
E não vou me deixar calar por pedras e omissão.

A renovação vem da minha libertação
Dessa comunhão descontrolada de céticos.
Não desejo ser escravo dessa pantomima
que nos forçam a interpretar e calar.

Grito e sempre parece que nunca ninguém vai me ouvir
Me perco nos calabouços da miséria e degradação.
Parece que as mentes estão acomodados com o ferir
das vítimas do poder dos fortes através da corrupção.

Ao longe uma voz grita: "peguem suas armas"
Violência e Destruição por um nome de nação
Caos e miséria por estágios de devastação
Senhores da guerra, senhores da falta de coração.

Pantomima: Arte ou ato de exprimir ideias ou sentimentos por meio de gestos

domingo, 10 de abril de 2011

Miserável

Ando nas ruas em meio aos desgraçados
fumo meu cigarro para ficar aliviado
Ainda sinto o gosto do último trago
do Whisk vencido e barato

Percorro becos onde os ratos mortos festejam suas miseráveis vidas
com destilados e fumos roubados
Na garganta uma canção do Led embala minha embriagadez corrompida
a carne de segunda não satisfaz meu desejo abalado

Clamo poemas do velho promíscuo
choro na sarjeta dessa vida miserável
Odeio e amo as estrelas q vem coroar essa noite maldita
assassino a flor que está no meu caminho

Toda compaixão foi deixada de lado
Por um simples momento de abandono
Os olhos azuis me buscam na canção da meia noite
toda desgraça feita pela recusa de um amor.

domingo, 3 de abril de 2011

Ter para Si

As lágrimas são quentes
Os soluços são inaudíveis
A fé foi quebrada com as correntes
O tempo parou e eu fiquei.

Deus não está presente
O Diabo se faz ausente
O que resta é o refúgio
Da condição sonhadora humana.

Eu caminho sem destino
O destino é a ilusão para culpar.
Culpar é a maneira de aliviar
a falta de algo para auto-sustentar.

Ser é crer em si
Crer em si é não temer
Os males e bens em si

Aqui é o resultado das lágrimas
é o grito de silêncio das preces
é a fé aprisionada por preconceitos
é o tempo que vive rodeando o ser perfeito.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por trás do amor

Dissecando - me
Eu me perdoei.
eu acreditei que poderia amar novamente.
Sem rejeições, barreiras e assimetrias.

mas ele me decepcionou.
O caos ressurgiu em minha vida.
E junto, essa insistente armadilha de suicidio.

Ele me arruinou, o amor que disse sentir por mim,
me dilacerou, com seu amor nojento.
Com suas promessas que agora me fazem vomitar.

Vomitar a triste verdade que pra ele
eu fui apenas bagatela, e fiquei submerso
nas suas calúnias.

No desejo nostálgico que sentia ao seu
lado, eu me doei e agora doi.

Doi ter que saber que estou só, mas
me alegra saber que sua boca foi sua
forca, e agora estou livre.


Livre e desempedido,
e se alguém tem o direito de sair
limpo dessa história
digo:

Single Ladie (Again!)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Entre o que você diz e o que eu aceito

Não se incomode com minhas lágrimas, elas são de sal;
Não se incomode com meu pesar, é meu ritual;
Não se incomode com meu prazer, é meu modo de ser;
Não se incomode com meu olhar, é meu momento de dor.

Não se preocupe com meu amor, é um lapso de horror;
Não se preocupe com meu sofrer, eu apenas vou viver;
Não se preocupe com meu coração, eu faço oração;
Não se preocupe com minha vida, sempre há uma saída.

Não diz que vai ficar, isso só me faz te amar;
Não diz que se arrepende, isso me torna quase dependente;
Não diz que você é a minha certeza, eu posso acreditar nos tons da incerteza

Você diz que acredita, eu minto que desacredito;
Você sempre tão calma, eu debilitado na alma;
Você faz promessas de boas novas, eu fico com amarguras velhas;
Você acredita que podemos superar, eu procuro um momento respirar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Da Lama

Eu poderia dizer todas as palavras bonitas desse mundo
se eu soubesse pronuncia-las
Eu vagaria por dias e noites por esse mundo imundo
se eu pudesse acha-la.

Acreditei em todas as promessas de amizades
procurei me aconchegar entre aqueles que me viram as costas
Perdoei meus próprios pecados que não eram de verdade
e chorei por mentiras ditas e verdades corrompidas.

Toda lamentação não tem o menor pudor de perdão
eu conheci as trevas na busca da luz
Toda lágrima no fim virará um estrela enfim
como toda tristeza tem sua dor na imensidão

E o infortúnio já não atinge mais minha concepção
o fracasso que uma hora me confortava agora me enoja
Sinto ainda o peso do mundo em mim
Mas uma hora tudo isso terá seu fim.